Esse estranhamento chamado vida, cotidiano agitado, horas que parecem segundos e tudo mais de nosso corrido mundo, as vezes deixa passar despercebidos algumas coisas, ou melhor, a maioria das coisas.
Uma das duplas mais importantes e representativas da música sertaneja, chegou ao fim ontem.
Irmas Castro
Nesta quarta, 23 de Janeiro, faleceu em São Paulo, aos 92 anos a cantora Maria de Jesus Castro,  a primeira voz do Duo Irmãs Castro, um dos fenômenos da música sertaneja nas décadas de 40 e 50.
Lourdes Amaral Castro, a doce e forte segunda voz do Duo, havia falecido em agosto de 2011, aos 83 anos de idade.
Como o pai das Irmãs Castro, era Engenheiro da Ferrovia, viviam de cidade em cidade. Numa dessas idas e vindas, conheceram aquele que mudaria a vida das duas e da música sertaneja, João Alves dos Santos, o famoso "Nhô Pai", que lhes presenteou com a canção "Beijinho Doce" no ano de 1944.
A música foi gravada e as "Irmãs Castro" ganharam o Brasil de Norte a Sul, inclusive outros países da América do Sul, como o Paraguai.
As vezes o "desparecimento" desses artistas, pioneiros da música sertaneja caipira pode passar despercebido dos holofotes dessa mídia tempestiva, parcial e capitalista, porém o legado que esses artistas do passado, estão presentes e mais vivos a cada dia.
Achei bonito, o SBT Brasilda noite de ontem ter dado uma nota, por pequena que foi, não deixa de ser a lembrança de quem abriu as portas para o milionário mercado da música sertaneja dos dias atuais.
O nosso obrigado a "Maria e a Lourdes" as "Irmãs Castro" por canções como a já citada "Beijinho Doce", "Olhos Feiticeiros", "Três Dias", "Nossa União", "Figa no Peito" e a mágica "Recordação".